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sábado, 3 de outubro de 2015

Nem tudo está perdido

Depois de uma manhã pintando em companhia dos colegas dos Croquis Urbanos Curitiba ao redor do lago da Universidade Positivo, algo deu errado. Perdi minha tela, isso mesmo, consegui perder a tela que havia terminado de pintar. Como assim? Então, no dia 13 de setembro, uma manhã bem gelada em Curitiba fomos convidados a retratar o Templo da Paz, pequena capela projetada por Manoel Coelho que fica "boiando" sobre o lago da Universidade. Achei que a estrutura da capela ficaria esquisita em uma pintura a óleo, assim resolvi retratar a cena ao redor do lago. Fiquei bem feliz por ter conseguido terminar a tela em duas horas, pinceladas fragmentadas em uma tela quase monocromática. Após duas horas de trabalho, todos admiramos o trabalho dos colegas. Tivemos neste dia a presença do próprio arquiteto Manoel Coelho entre nós, tiramos fotos, foram sorteados livros e então fomos embora novamente. Juntei as "tralhas"; cadeira, bolsa, maleta de tinta, tela, óculos e fui pro carro. Deixei a tela em cima do carro enquanto ia guardando o restante das coisas e adivinha? Claro, esqueci a tela lá, (quem me conhece, nem estranha). Bem, esta tela, juntamente com os croquis de todos envolvidos, era para ser exposta na própria Universidade, assim decidi pintar outra, mas como não voltaria para o local, desta vez foi de uma fotografia mesmo. Usei então uma imagem do fotógrafo Valmir Singh onde retratei a antiga pintura em uma nova pintura. Amei o resultado e fiquei feliz por não ter desistido.



Aqui está a segunda tela finalizada e a estrutura do Templo da Paz se encaixou bem na cena, eu achei. óleo sobre tela. 20 x 30.













A primeira tela, inclusive assinada, espero que aquele que tenha a achado, goste. Foto de Valmir Singh.















Uma visão geral do lago e do campus da Universidade Positivo. Foto de Valmir Sing.













Os participantes do encontro 133 dos Croquis Urbanos Curitiba. Foto de Regina Oleski.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Mercado Municipal de Curitiba

Em 1958 o Mercado Municipal de Curitiba foi estabelecido no endereço em que agora se encontra, a rua Sete de Setembro. Mas antes disso, já desde 1860 funcionava na Praça Zacarias, depois mudou-se para Praça Generoso Marques, este foi demolido para dar lugar a sede da Prefeitura. Curitiba então ficou alguns anos sem Mercado Municipal antes de ser construído o novo, que permanece até hoje. Lugarzinho agitado de vendedores simpáticos, comidinhas pra todos os gostos, aromas que se renovam a medida que se vai passeando pelos corredores sempre cheios, cores que abrem o apetite e convidam, porque não, a pintura!? Sim, neste sábado juntamente com outros colegas do Urban Sketchers de Curitiba fui achando um lugarzinho para retratar um pouco do que via com tintas telas e pincéis.




Em um cantinho ajeitei o cavalete e escolhi algumas laranjas para retratar. Foto de Francisco Camargo.













Entre caixas e olhares curiosos, depois de duas horas finalizei. E ao meu lado estava a Rúbia, minha aluna. Foi um prazer estar com ela. Foto de Susan Blum Moura.




















Tive que compartilhar esta foto. Só um pouquinho de amor a cidade. Foto de Francisca Cury.




















E quando o tempo termina, nos reunimos para a foto. E eu sempre penso a mesma coisa. Queria fazer uma série deste lugar, vi tanta coisa bacana hoje.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um Domingo no Parque

Estava ali sentadinha, quatro e pouco de uma ensolarada tarde de domingo. Inverno, Curitiba, o sol deu as caras e muitas pessoas tiveram a mesma ideia. Apreciando o ar fresco sinto o cheiro mais típico de um domingo no parque, algodão doce. Tento não me distrair demais, afinal só tenho uma hora para fazer um sketch de alguma cena do Jardim Botânico. Mal começo a pintura e já se aglomeram algumas pessoas ao meu redor e uma turminha agitada de crianças. "-Posso pintar também tia?  -Pode. Pinta aqui no tronco. -Eu também quero! -Calma, é melhor vocês buscarem um papel pois não tenho outra tela." Aí elas voltam com papel, como não tenho outra palheta pego uma tampinha do godê e coloco ali dentro uma cor, vermelho da corfix, explico que somente poderão usar esta cor e pra tomarem muito cuidado pois esta tinta não sai se manchar a roupa. Tento continuar minha pintura. De repente ao olhar para o lado vejo elas pintando com azul. "-Azul meninas? -É tia." Olhando para minha maleta meio bagunçada pergunto: "-Mas qual azul vocês pegaram? -Esse aqui." E me mostram a tinta Windsor & Newton. É faz parte de pintar no parque....


Quase na hora de voltar para casa, mas não sem antes tirar uma foto. Cada um que participou leva um cantinho do parque na memória e no papel. Foto de Iricelma Medina.









Compartilhando os trabalhos. Não importa o suporte e nem a técnica, o que importa é amar o que faz, o resto é consequência.
Foto de Francisca Cury.



















Tela em andamento, tentando me concentrar enquanto.... Foto de Iricelma Medina





















...as crianças brincam e pintam e tagarelam. Aqui em companhia de outro talentoso pintor, Dulcídio Fernandes. Foto de Danielle Neves.



























sábado, 30 de maio de 2015

Impala 1958

E se você tivesse que escolher 1 entre 20 carros antigos em perfeito estado de conservação para retratar em duas horas? Entre os carros, um Porsche 73 vermelho, um Chevrolet azul 39, um Dodge 29, um Corvette preto 59 e assim vai. A decisão não foi difícil só pra mim. No domingo dia 24 de maio, um bando de gente feliz foi com papéis, tintas, canetas, cadeira em baixo do braço, máquina fotográfica e o que mais achava necessário, desenhar a incrível coleção de carros antigos do Sr. Udo Heller. O clima estava ótimo e vou deixar as fotos contarem o resto da história.



Escolhi um Impala 58, verde metálico. Foto de Maristela Rodrigues.






















O Sr. Udo Heller já não está mais entre nós, mas seu filho Luis Fernando agora cuida com muito carinho da coleção. E que coleção.....




















tem carro de mafioso,
























carro esportivo,

















e até o carrinho do Mr. Bean. Fotos dos carros de Washington Takeuchi.













Ah sim! Das 9:30 as 11:30 os croquis são feitos, depois nos reunimos para ver de que forma cada um retratou o motivo escolhido. Amo este momento, sempre sou surpreendida.



Tem quem desenhou a oficina inteira, outro preferiu um fusca conversível amarelo.
Agora lembrei de uma frase da minha sobrinha Julia quando era bem pequeninha. "Já sei porque se chama conversível, porque assim sem o capô as pessoas podem conversar melhor."










Alguns usam aquarela e já fazem logo uma coleção. Outros preferem as bicicletas. Fotos de Maristela Rodrigues.
















Depois nos reunimos para a "foto oficial". Foto de Washington Takeuchi.










sábado, 23 de maio de 2015

Luzes de outono

"O desejo e a capacidade de compartilhar a beleza com os outros é um dom e um chamado que vale a pena perseguir." Adam Clague

Curitiba é conhecida por ser uma cidade verde. Em um canto verde desta cidade, no "Bosque do Papa" pude mais uma vez passar uma manhã de domingo agradável em companhia do grupo Croquis Urbanos Curitiba. Desta vez foi um pouco diferente. Tivemos a  doce ajuda de alguma meninas do Projeto Casa Lar sob a suave luz e cores do outono.



Sob as lentes de Ari Lopes da Rosa, os croquis realizados neste domingo, dia 17 de maio de 2015.












A pintura feita por Ana Paula, com cores fortes e alegres. Foto de Regina Oleski.















Pintura, óleo sobre tela. Dimensão 20 x 30. Casa polonesa, Bosque do Papa, Curitiba.





















E aqui um vídeo realizado neste domingo por Danielle Neves. Assista e passe um minutinho em companhia dos Croquis Urbanos. 


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Composição

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa." 

Fui seduzida pela cor. Cheguei a casa de Rodolfo Hey, juntamente com mais um tanto de gente bacana na manhã de um domingo cinzento de abril. A turma que faz parte do grupo Croquis Urbanos Curitiba foi convidada para retratar esta casa ímpar de estilo polonês pintada com cores fortes. A cor  me distraiu completamente. Visualizei uma porta amarela e decidi rapidamente, é essa. Pintei durante duas horas e não conseguia chegar onde queria. Tudo bem, não desisto fácil Em casa "caiu a ficha". Escolhi uma composição arriscada. Nada de dividir a tela em terços, nada de pontos estratégicos para oferecer ao observador um passeio visual. Mesmo assim continuei em minha escolha, terminei apenas esta semana e aqui está. Pura cor. Gostei assim mesmo.




Casa de Rodolfo Hey. Técnica: Pintura a óleo. 20 x 30.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Fazer mais

"Espero que eu sempre possa desejar mais do que consigo fazer."
                                                                               Michelângelo


Neste domingo mais uma vez participei dos Croquis Urbanos, desta vez tive o privilégio de ter a companhia de meu aluno de pintura Leonardo, que foi avisado, se participasse uma vez certamente ia querer voltar, dito e feito. Ele quer voltar. 
Nos encontramos em frente ao Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Tenho observado algo nestes encontros. Cada um que chega cumprimenta o pessoal, procura um ângulo e logo vai começando o seu croqui. Um escolhe o lápis grafite, outro a canetinha, outro a aquarela. Há aqueles que usam logo tudo, mas uma vez começado o trabalho se concentram naquilo como se estivessem em uma corrida, pois dali em diante o tempo voa e em pouco tempo vai bater o sino avisando que é hora de exposição.
E eu este domingo certamente desejei bem mais do que podia fazer em duas horas, tudo bem, vou finalizando aos poucos, depois mostro o resultado final.


Ah! Esqueci o cavalete, mas tudo bem, quem quer, dá um jeito não é?
       Obrigada, Cintia Zuchi pela foto.




       A tradicional foto do Grupo não pode faltar. Belo registro de Cintia Zuchi.





            Por enquanto está no cavalete, espero logo conseguir concluí-la.




Pronto, não resisti. Deixei outras coisas de lado e terminei a tela. Pedi ao Washington Takeuchi, talentoso fotógrafo que nos acompanha nos croquis que me enviasse uma foto e assim consegui concluí-la. O desafio foi seguir o mesmo ritmo da pincelada ao ar livre, não queria me prender a foto. Queria registrar com fidelidade, mas com liberdade e obedecendo a intuição ao invés da pincelada elaborada e estudada que é mais comum na pintura de atelier.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Fígaro

Domingo dia 22 de fevereiro mais uma vez pintei em companhia dos croquiseiros de Curitiba. Desta vez retratamos o Sebo Fígaro. Entre livros, discos, máquinas fotográficas, gravuras e muita história quase fomos transportados para um outro tempo. Foto de Marlyn Tows.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Arquipélago de Camões

Em janeiro tivemos a oportunidade de retratar o Arquipélago de Camões e assim ajudar a chamar a atenção sobre um problema urbano. Para maiores informações, CLIQUE AQUI.


Como sempre há bons fotógrafos quando nos encontramos, acabamos ganhando estes belos registros. Obrigada Rubens Nemitz Jr.

Crédito da foto para Rubens Nemitz Jr.













"Banquinha"
óleo sobre tela
20 x 30

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pinturas 2014

Quando participo dos Croquis Urbanos Curitiba gosto de me expressar através da pintura a óleo. Uso pequenas telas 20 x 30 pois o tempo para concluir é curto. Aqui estão as pinturas que realizei durante o ano de 2014. 







"Manhã chuvosa em Curitiba" em frente a praça Santos Dumont.
óleo sobre tela
20 x 30 
R$ 300,00













Detalhe da "Mesquita de Curitiba"
óleo sobre tela
20 x 30
















"Orquídeas" (foto de Francisco Camargo)
óleo sobre tela
20 x 30
R$ 300,00












Centro Europeu de Curitiba, antiga "Casa da Família Zattar" (foto de Francisco Camargo)
óleo sobre tela
20 x 30














"Manhã ensolarada". Janela do Clube Concórdia.
óleo sobre tela
20 x 30














"Bosque do Papa"
óleo sobre tela
20 x 30
R$ 300,00














Parque Tingui Memorial Ucraniano
óleo sobre tela
20 x 30
óleo sobre tela





















Posto miniatura
óleo sobre tela
20 x 30
R$ 300,00










Solar do Barão

As manhãs de domingo são um pouco mais alegres, criativas e coloridas entre um grupo que gosta de se encontrar para desenhar, pintar, observar, fotografar, conversar....faço parte deste grupo que se chama Croquis Urbanos Curitiba. Confira aqui um pouco do que acontece por lá.

Esta foi a primeira manhã em que participei, o lugar retratado foi o Solar do Barão. Dia 9 de fevereiro de 2014. (Foto de Francisco Camargo)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Paço da Liberdade

Como já mencionei, participo de um grupo que se encontra aos domingos pela manhã chamado "Croquis Urbanos Curitiba". O grupo se encontra todos os domingos e quem vai uma vez já quer voltar. Eu não consigo participar de todos os encontros, mas aqui vou deixar registrados aos que pude participar neste ano de 2015. O encontro no Paço da Liberdade foi muito especial, marcou o centésimo encontro.




Pintar em um lugar público chama atenção e o pessoal vai chegando e vai fazendo uma pergunta aqui, outra ali.....
Obrigada, Francisco Camargo, pela imagem.




Alguns dos trabalhos finalizados. Foto de Washington Takeuchi, que também escreve o blog "Circulando por Curitiba".
Vale a pena conferir.