Em maio deste ano tive a oportunidade de conhecer o Museu d'Orsay. Depois de 1 hora na fila no frio entrei e fui logo ao último andar, para a Ala dos Impressionistas. Chegando lá me deparei com uma multidão querendo ver o mesmo que eu, os famosos quadros de Renoir, Monet, Manet e Degas, depois me toquei que o d'Orsay estava mais cheio neste dia pois o Louvre fecha na terça, exatamente o dia em questão. Mas a questão é que uma vez lá, me deparei com as pinturas de Alfred Sisley e fiquei encantada com um aspecto, as pinturas expressavam exatamente a hora do dia, a estação do ano e a temperatura do ar. Um desafio pessoal como pintora de plein air. Não basta acertar a forma, mas tento transmitir a sensação do dia e nisto Alfred Sisley no meu ponto de vista acertou em cheio.
Tudo bem que o título da obra ajuda, mas mesmo antes de vê-lo já pode se notar que é um dia agradável de temperaturas amenas de primavera. "Antes do verão em Saint Mammes. Óleo sobre tela. 49 x 65 cm. Pintado em 1883.
E aqui, nesta tarde quente de verão, quase posso ouvir as cigarras cantando. "Campina". Óleo sobre tela. 55 x 73 cm. Pintado em 1875
Esta tela demonstra uma tarde de inverno. A luz quente da tarde produz sombras luminosas bem retratadas com um toque de violeta, complementando a cor amarelada da paisagem. "Caminho de Louveciennes". Óleo sobre tela. 54 x 75 cm. Pintado em 1873.
E por fim, um auto retrato do pintor. Alfred Sisley que nasceu em Paris, onde passou a maior parte de sua vida. Era sustentado por seu pai, pois suas obras obras só foram valorizadas após sua morte aos 59 anos de idade.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
7 Dicas para pintar ao ar livre.
Aposto que tem muita gente que gostaria de pintar ao ar livre mas não o faz porque se sente acanhado ou acha que não vai ficar bom. Tenho um conselho; viva a experiência e não se concentre tanto no resultado nem com que os outros vão dizer. Uma vez que você começar a pintar ao ar livre vai querer repetir a experiência de novo e de novo. Nem se compara com o processo de pintar a partir de uma fotografia, pois as decisões tem que ser tomadas de forma rápida, o que resulta numa pintura muito mais solta e por que não, impressionista.
Quando pintar ao ar livre responda a estas 6 perguntas:
Por exemplo nesta cena onde havia muitos verdes, tomei um cuidado especial com o valor tonal para não transformar a paisagem em uma cena monótona. Coloquei um escuro bem denso atrás e deixei a frente iluminada. Foto de Valmir Singh.
Quando pintar ao ar livre responda a estas 6 perguntas:
- Onde está o meu interesse principal?
- Se eu só puder usar 5 formas, quais serão?
- Quais são as principais linhas horizontais e verticais e como a luz as está seguindo?
- Onde está o maior contraste? Onde está o escuro mais denso? Onde está o claro mais brilhante?
- O que vai ajudar a trazer observador para dentro da cena?
- Qual é a temperatura da luz, luz quente ou luz fria?
- E uma dica: Semi cerrar os olhos, isto ajuda a simplificar a cena e reduzir os valores tonais. Assim pode-se ver mais facilmente as grandes massas e não se distrair com detalhes.
Por exemplo nesta cena onde havia muitos verdes, tomei um cuidado especial com o valor tonal para não transformar a paisagem em uma cena monótona. Coloquei um escuro bem denso atrás e deixei a frente iluminada. Foto de Valmir Singh.
sábado, 5 de setembro de 2015
Será que são só rabiscos?
Sabe aquela aula que não passa, ou quando você liga para um número e te colocam pra esperar na linha? O que você faz? Aposto que se tiver caneta e papel por perto você começa a rabiscar alguma coisa; e não é que algumas vezes o desenho fica interessante sem querer? Estes desenhos ou rabiscos podem ganhar um toque de genialidade se você os colocar sob uma outra superfície, pode ser uma parede, uma almofada, um abajur, uma sacola, uma capinha de celular, no espelho do banheiro .....as opções são muitas. Já pensou na ideia? Eu fiz isso na minha maleta de pintura.
Pintei a maleta com tinta óleo e depois de seca fiz os desenhos com uma caneta chamada POSCA. Com esta caneta é possível desenhar sobre qualquer tipo de superfície.
Escolhi esta imagem da internet só pra mostrar o potencial da ideia. O difícil agora vai ser achar tempo pra colocar em prática.
Customizar tênis também vale. O que não pode é virar motivo de estresse.
Pintei a maleta com tinta óleo e depois de seca fiz os desenhos com uma caneta chamada POSCA. Com esta caneta é possível desenhar sobre qualquer tipo de superfície.
Escolhi esta imagem da internet só pra mostrar o potencial da ideia. O difícil agora vai ser achar tempo pra colocar em prática.
Customizar tênis também vale. O que não pode é virar motivo de estresse.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Um ovo e pó xadrez
Já comentei que a pintura tem muito a ver com a cozinha? Pois tem. Recentemente ensinei aos meus alunos uma técnica chamada "têmpera". Esta técnica usa uma tinta com base em gema de ovo. A base de todo material de colorir é um aglutinante e um pigmento. Na têmpera o aglutinante mais usado é o ovo. Aglutinante é como a própria palavra já diz, algo que segura, que junta tudo. Agora ficou fácil. No caso do giz de cera, o aglutinante é a cera, na tinta a óleo, o aglutinante é óleo e assim vai. Pintar com têmpera de ovo é muito bom, a tinta é elástica, tem boa cobertura e seca rápido. A receita básica é: Uma gema peneirada, meia casca de ovo de água destilada ou filtrada e 10 gotas de óleo de cravo (este como fungicida). Misturar bem e acrescentar pó xadrez até virar uma pasta líquida. Pronto, agora é só pintar.
Ah, e o recipiente para fazer cubinhos de gelo serve como godê. Pintura e cozinha se misturando novamente. Helena e Laura experimentando a técnica pela primeira vez.
Kael e Ana Júlia casualmente escolheram o mesmo motivo e fazem uma bela pintura usando somente as três primárias.
Usamos somente o pó xadrez como corante, facilmente encontrado em lojas de materiais de construção. A cor azul, bem forte é a mais fiel à cor primária original. Aqui, Rúbia fazendo uma borboleta.
E como em qualquer receita, dá bagunça, mas feito com carinho, o resultado fica bom.
Ah, e o recipiente para fazer cubinhos de gelo serve como godê. Pintura e cozinha se misturando novamente. Helena e Laura experimentando a técnica pela primeira vez.
Kael e Ana Júlia casualmente escolheram o mesmo motivo e fazem uma bela pintura usando somente as três primárias.
Usamos somente o pó xadrez como corante, facilmente encontrado em lojas de materiais de construção. A cor azul, bem forte é a mais fiel à cor primária original. Aqui, Rúbia fazendo uma borboleta.
E como em qualquer receita, dá bagunça, mas feito com carinho, o resultado fica bom.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Plein Air no parque Barigui
En Plein Air, ao ar livre, Alfresco. Até os nomes são bonitos, soam bem, dão uma sensação de coisa boa. Muito do que somos hoje se estabelece na infância. Ontem, enquanto pintava no Parque Barigui pensava sobre o que me levava a pintar ao ar livre. Cheguei a conclusão de que é algo que já está em mim ficar ao ar livre, amo estar em conato com a natureza, a brisa fresca, água, passear e me deparar com algo inusitado, ....voltando a infância me lembro de levar minhas bonecas pra brincar de acampar, (só elas, eu não) de tomar banho de piscina, que nada mais era do que uma bacia. Quando o tempo estava para chuva eu também gostava de estar fora, sentindo a intensidade do vento. Então nada mais natural do pintar onde mais gosto de estar, en plein air.
Deixei meu filho no colégio e com mala e cuia fui ao Barigui. Comecei a pintar por volta das 8:00 e fiquei até ser vencida pelos mosquitinhos.
Alguém veio dar uma olhadinha.
Aqui dando umas últimas pinceladas. Precisei de duas manhãs para concluir esta tela.
Deixei meu filho no colégio e com mala e cuia fui ao Barigui. Comecei a pintar por volta das 8:00 e fiquei até ser vencida pelos mosquitinhos.
Alguém veio dar uma olhadinha.
Aqui dando umas últimas pinceladas. Precisei de duas manhãs para concluir esta tela.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Casa Cor Paraná
Neste inverno com cara de verão fui visitar o evento Casa Cor Paraná 2015. Já vi alguma edições anteriores e achei esta bem interessante, o estilo da decoração em geral bem menos formal. Talvez porque o tema era "o Brasil visto por dentro" ou, em outras palavras "o jeito brasileiro de morar", ufa! finalmente. Móveis baixos, muita madeira, aproveitando ao máximo o jeitão de cada espécie, plantas pelos ambientes e o que mais me interessava, observei as paredes. Em edições anteriores vi paredes cobertas de todos os tipos de materiais, de tijolos a metais, de papéis a vidros, mas tudo impessoal. Como artista plástica, fiquei feliz ao ver que no jeito brasileiro de morar as fotos bem emolduradas ganharam destaque, bem como pinturas, desenhos, ilustrações e aquarelas.
Neste projeto Praça Casa Cor, o muralismo ganhou espaço entre as plantas adicionando cor em qualquer estação do ano. Vários painéis de vidro com pinturas de artistas como Celestino Dimas, Sandra Hiromoto, e Marcelo Le ambientam o jardim projetado por Wolfgang Schlögel.
Living. Espaço criado por André Bertoluci e Martha Coelho. A estante guarda um espaço para esta pintura de José Gonçalves.
O quarto do rapaz recebeu fotografias emolduradas. Projeto de Bruno Colle.
Procuro sempre ver o lado bom das coisas, mas algo não ficou legal na Casa Cor. Em vários ambientes onde havia plantas, estas estavam secas e descuidadas. Não combinou com o jeito brasileiro de viver.
Neste projeto Praça Casa Cor, o muralismo ganhou espaço entre as plantas adicionando cor em qualquer estação do ano. Vários painéis de vidro com pinturas de artistas como Celestino Dimas, Sandra Hiromoto, e Marcelo Le ambientam o jardim projetado por Wolfgang Schlögel.
Living. Espaço criado por André Bertoluci e Martha Coelho. A estante guarda um espaço para esta pintura de José Gonçalves.
O quarto do rapaz recebeu fotografias emolduradas. Projeto de Bruno Colle.
Procuro sempre ver o lado bom das coisas, mas algo não ficou legal na Casa Cor. Em vários ambientes onde havia plantas, estas estavam secas e descuidadas. Não combinou com o jeito brasileiro de viver.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Dois passarinhos, uma história.
Experiência única e a primeira de muitas, assim espero. Haveria um culto de mulheres e a querida Gisah Batista Janzen que acabou de voltar da Califórnia onde viveu a experiência de ver pessoas pintando durante um culto a Deus me perguntou se eu faria isso. Na hora eu respondi que sim, pois tenho o desejo de honrar a Deus através da arte. Não havia planejado nada sobre o que pintar e quando cheguei a Igreja ainda percebi que havia esquecido as tintas em casa. Tudo bem, ao invés de pintura, foi um desenho. Enquanto cantávamos perguntei em pensamento ao Espírito Santo o que eu deveria desenhar. Tive uma percepção em meu íntimo que deveria pintar um passarinho em um ninho. O ninho deveria estar protegido debaixo de folhas. Estaria chovendo, mas o passarinho estaria protegido. Assim fiz, enquanto a Gisah falava sobre sua vida e sobre como Deus agiu nela e através dela. Quando ela acabou me chamou e também minha nora Ana, para mostrarmos o que tínhamos desenhado. Estes desenhos poderiam ser entregues também para alguém que o Espírito Santo nos guiasse a entregar. Mas veja só que surpresa, mesmo eu não sabendo o que a Ana iria desenhar e ela não sabendo o que eu iria desenhar, mesmo estando distantes uma da outra, ela também tinha desenhado um passarinho no ninho (pena que não tenho nenhuma foto deste momento). Mesmo não sabendo antecipadamente tudo o que faremos, se formos guiados pelo Espírito Santo faremos exatamente o que Deus quer que façamos.
“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3: 8
“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3: 8
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